Êxodo 24:15–18

Vamos Estudar

“Então Moisés subiu ao monte, e a nuvem cobriu o monte... e a aparência da glória do Senhor era como um fogo consumidor no cume do monte, aos olhos dos filhos de Israel. E entrou Moisés no meio da nuvem, depois que subiu ao monte.”

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Resumão de Estudo · Módulo 2

Projeto de Pesquisa

De "o que é ciência" a uma monografia pronta para banca, seguindo um único caso do começo ao fim: o perdão e a autoridade de Jesus em Marcos 2.1-12.

1 · Fundamentos2 · O projeto3 · Leitura e fichamento4 · Redação e entrega
Prof. Josias Costa, MSc · Faculdade das Nações
Base: ebooks das Unidades 1 a 4
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Visão geral

O fio condutor da matéria

Projeto de Pesquisa é a disciplina que ensina a transformar uma inquietação teológica em um trabalho de conclusão de curso defensável. A Unidade 1 dá o vocabulário: o que é ciência, o que distingue conhecimento científico de senso comum, como a Teologia se encaixa nisso e quais são as regras do jogo, da ABNT à ética acadêmica. A partir da Unidade 2, o material assume um compromisso raro nesse tipo de curso: pega um único tema, o perdão e a autoridade de Jesus em Marcos 2.1-12, e o acompanha por todas as etapas, do assunto amplo à hipótese fechada. A Unidade 3 ensina a ler e fichar as fontes que vão sustentar esse projeto. A Unidade 4 fecha o ciclo, voltando ao mesmo exemplo de Marcos 2 para mostrar como virar fichamento em argumento e argumento em monografia.

U1 · O alicerceCiência, conhecimento científico, a Teologia como campo acadêmico, ética e ABNT.
U2 · O projetoTema, problema, objetivos, justificativa e hipótese, todos construídos sobre Marcos 2.1-12.
U3 · A leituraLeitura científica, fichamento de citação e de resumo, revisão bibliográfica.
U4 · A entregaRedação, argumentação, fundamentação teórica e os passos finais até a banca.
02
Unidade 1 Fundamentos da pesquisa científica

O que é ciência e conhecimento científico

Antes de ensinar a pesquisar, o material separa os quatro tipos de conhecimento que qualquer pessoa usa no dia a dia, geralmente sem perceber a diferença entre eles.

Conhecimento popular

Baseado em experiências cotidianas, tradições e senso comum. Não segue métodos rigorosos, se transmite de forma informal.

Conhecimento filosófico

Explica existência e valores pela razão e pela reflexão crítica, sem recorrer a experimentos.

Conhecimento religioso

Fundamentado em crenças, doutrinas e revelação. Baseia sua validade na autoridade da fé.

Conhecimento científico

Sistemático, verificável, metódico. Aberto a revisão diante de novas evidências.

Ciência vem do latim scientia: conjunto organizado de conhecimentos obtidos por observação, análise e métodos rigorosos.

03
Unidade 1 · continua

O conhecimento científico se reconhece por seis marcas: objetividade (descrever a realidade com base em evidências, não em opinião pessoal), racionalidade (lógica na formulação de hipóteses), metodicidade (métodos e procedimentos definidos com antecedência), sistematicidade (conceitos organizados entre si, não fatos soltos), verificabilidade (afirmações que se pode testar) e provisoriedade.

"Provisoriedade: permanece aberto a revisões, atualizações e reformulações diante de novas evidências, descobertas ou métodos de investigação. Isso não significa que o conhecimento científico seja frágil ou sem valor, mas que suas conclusões não são consideradas absolutamente definitivas."Ebook Unidade 1 · características do conhecimento científico

Sobre a Teologia como campo de saber, o material é direto: ela lida com realidades que transcendem o empírico, e isso não a torna menos rigorosa, porque sua cientificidade está na forma como estuda fontes, textos sagrados e doutrinas, sempre com critérios de análise, interpretação e argumentação.

04
Unidade 1 As ferramentas do pesquisador

Tipos e métodos de pesquisa

Pesquisa básica

Gera conhecimento novo sem aplicação prática imediata. Exemplo: a evolução do conceito de Deus na história da teologia.

Pesquisa aplicada

Soluciona problemas concretos. Exemplo: o papel da religião na promoção da cidadania.

Pesquisa qualitativa

Foca significados, valores e interpretações, não números. É o método mais usado em Teologia.

Além dessa classificação geral, a Teologia tem três métodos próprios: o exegético, que interpreta textos sagrados considerando contexto histórico, linguístico e literário; o hermenêutico, que reflete sobre os princípios de interpretação de um texto ou tradição; e o sistemático, que organiza os conteúdos da fé em um conjunto coerente. O material se limita a apresentar o método exegético em uma frase e remete quem quiser se aprofundar aos manuais exegéticos já existentes.

05
Unidade 1 A arquitetura de uma monografia

Estrutura do trabalho e regras da ABNT

Todo trabalho acadêmico se organiza em três blocos: pré-textuais (capa, folha de rosto, sumário, resumo de até 250 palavras, palavras-chave), textuais (introdução, desenvolvimento, conclusão) e pós-textuais (referências, e, quando necessário, glossário, apêndices e anexos). A formatação segue um padrão fixo: fonte Times New Roman 12, corpo 10 em citações longas e notas, espaçamento 1,5 no texto e simples nas citações longas, margens de 3 cm em cima e à esquerda, 2 cm embaixo e à direita, recuo de parágrafo de 1,25 cm.

"Citações diretas longas: as citações com mais de três linhas devem aparecer em parágrafo separado, com recuo de 4 cm em relação à margem esquerda, fonte menor, espaçamento simples e sem aspas."Ebook Unidade 1 · regras gerais de formatação
06
Unidade 1 Honestidade intelectual

Ética na pesquisa e normas legais

Plágio tem três formas, e vale memorizar as três porque uma banca examinadora as trata como faltas do mesmo peso.

"Plágio integral: cópia de um trabalho inteiro de outro autor; plágio parcial: cópia de trechos, parágrafos ou ideias sem citação; e plágio conceitual: apropriação de ideias, teorias ou interpretações de outrem sem referência."Ebook Unidade 1 · ética na pesquisa

Na pesquisa teológica, essa exigência ganha um peso extra: violar a integridade de um texto sagrado ou de uma tradição religiosa é tratado como falta intelectual e também como falta cristã. No campo legal, o material cita a Lei 9.610/1998, sobre direitos autorais, e as resoluções do Conselho Nacional de Saúde para pesquisa com seres humanos. Um cuidado prático que vale registrar: normas ABNT mudam de edição com frequência, e usar uma referência desatualizada em uma seção que fala justamente sobre atualizar referências é o tipo de deslize que uma leitura final cuidadosa evita.

07
Unidade 2 Construção do projeto de pesquisa

Escolha e delimitação do tema

A partir daqui, a unidade adota um só exemplo e o carrega até o fim: o perdão no Evangelho de Marcos.

Tema é o assunto central a ser investigado, o ponto de partida de tudo que vem depois. A escolha passa por oito critérios: afinidade pessoal, relevância acadêmica, relevância social ou eclesial, disponibilidade bibliográfica, viabilidade temporal, acesso às fontes, domínio metodológico e originalidade relativa.

"Originalidade relativa: não é obrigatório escolher um assunto completamente inédito, mas a pesquisa deve apresentar uma abordagem, perspectiva ou aplicação própria."Ebook Unidade 2 · escolha do tema
08
Unidade 2 · continua

Delimitar um tema é restringi-lo por seis critérios: temático, temporal, espacial, populacional, documental e teórico. O exemplo integrado mostra esse afunilamento em três passos: do tema amplo "o Evangelho de Marcos" para "o perdão no Evangelho de Marcos", até chegar à versão delimitada, "o perdão e a autoridade de Jesus em Marcos 2.1-12: uma análise exegético-teológica".

"Nesse exemplo, o assunto foi restringido a uma temática específica: o perdão; a uma passagem determinada: Marcos 2.1-12; e a uma abordagem definida: a análise exegético-teológica. Essa delimitação torna a pesquisa mais clara, viável e propícia ao aprofundamento científico."Ebook Unidade 2 · delimitação do tema
09
Unidade 2 A pergunta que guia tudo

Formulação do problema de pesquisa

O problema de pesquisa nasce de uma dúvida, lacuna, dificuldade ou controvérsia ainda não suficientemente esclarecida. Uma boa formulação tem nove características: clareza, objetividade, delimitação, relevância, viabilidade, investigabilidade, coerência e, a mais fácil de esquecer, neutralidade.

"Neutralidade: a formulação não deve antecipar a resposta nem apresentar uma conclusão como se já estivesse comprovada."Ebook Unidade 2 · formulação do problema

Aplicado ao tema delimitado, o problema fica assim: "Como a narrativa de Marcos 2.1-12 apresenta a relação entre o perdão dos pecados e a autoridade de Jesus?" Repare que a pergunta não pressupõe a resposta, apenas indica a relação que será investigada.

10
Unidade 2 Do problema à ação

Objetivo geral e objetivos específicos

O objetivo geral transforma a pergunta de pesquisa em uma declaração de finalidade: "Analisar como a narrativa de Marcos 2.1-12 apresenta a relação entre o perdão dos pecados e a autoridade de Jesus." Ele não antecipa a conclusão, apenas declara a ação investigativa que vai responder ao problema. Os objetivos específicos são as etapas concretas para chegar lá.

"Contextualizar histórica e literariamente a narrativa de Marcos 2.1-12; identificar os principais elementos lexicais, narrativos e teológicos relacionados ao perdão dos pecados; examinar a relação estabelecida no texto entre o perdão e a autoridade de Jesus; investigar as principais interpretações exegéticas apresentadas por comentaristas e pesquisadores; e avaliar as implicações teológicas da narrativa."Ebook Unidade 2 · os cinco objetivos específicos do exemplo

Verbos a evitar na redação de objetivos: conhecer, aprender, estudar, vagos demais para indicar uma ação de pesquisa concreta.

11
Unidade 2 Por que essa pesquisa importa

Justificativa e relevância da pesquisa

"A relevância corresponde à importância e ao valor da pesquisa. Enquanto a justificativa explica por que o estudo deve ser realizado, a relevância demonstra quais contribuições poderão resultar de sua realização."Ebook Unidade 2 · justificativa acadêmica

A relevância de um projeto pode se manifestar em seis dimensões: acadêmica, científica, social, profissional, educacional e eclesial. No exemplo integrado, a justificativa nasce da importância que o perdão ocupa na mensagem cristã e da necessidade de entender sua relação com a autoridade de Jesus, já que a cura do paralítico em Marcos 2 associa esse perdão a um debate direto sobre identidade e autoridade divina.

12
Unidade 2 Uma resposta provisória

Hipóteses e perguntas norteadoras

"A hipótese é uma resposta provisória ao problema de pesquisa, formulada com base nos conhecimentos inicialmente disponíveis sobre o tema. Ela representa uma explicação possível, que será examinada ao longo da investigação e poderá ser confirmada, parcialmente confirmada, reformulada ou rejeitada diante das evidências encontradas."Ebook Unidade 2 · hipóteses

Aplicada ao exemplo, a hipótese fica assim: a narrativa de Marcos 2.1-12 apresenta o poder de perdoar pecados como manifestação da autoridade divina de Jesus, usando a cura do paralítico como sinal visível que confirma essa declaração. Vale um alerta útil para quem faz pesquisa qualitativa, bibliográfica, exegética ou hermenêutica: nem toda investigação exige uma hipótese formal, às vezes um pressuposto inicial ou um conjunto de perguntas norteadoras já cumpre esse papel.

13
Unidade 3 Revisão bibliográfica e metodologia

Leitura científica

Ler para uma pesquisa muda o jeito de ler, não a velocidade da leitura.

"O leitor não aceita as informações passivamente. Ele analisa, questiona, compara dados e avalia a consistência dos argumentos apresentados pelo autor."Ebook Unidade 3 · criticidade

A unidade lista dez características da leitura científica: objetividade, criticidade, sistematicidade, seletividade, reflexividade, profundidade, interpretação, analiticidade, fundamentação teórica e produção de conhecimento. É a parte mais abstrata do material, sem um exemplo aplicado a acompanhar cada característica, mas o ponto central se sustenta: ler para uma pesquisa é ler questionando, não ler para concordar.

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Unidade 3 Organizar o que se lê

Fichamento: conceito e tipos

"O fichamento é uma técnica sistemática de leitura, seleção, registro e organização das informações extraídas de livros, artigos científicos, capítulos, dissertações, teses, documentos técnicos e outras fontes utilizadas em uma pesquisa."Ebook Unidade 3 · conceito de fichamento
De citação

Registra trechos literalmente, preservando palavras, pontuação e grafia, com a página exata.

De resumo

Reescreve as ideias centrais com as palavras do pesquisador, sem alterar o sentido nem inserir opinião.

De conceitos

Registra termos, definições e categorias teóricas fundamentais da obra.

Bibliográfico

Ficha completa e padronizada dos dados de identificação de uma fonte.

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Unidade 3 Dois modelos na prática

Fichamento de citação e de resumo

O material traz exemplos completos de cada tipo, todos explicitamente fictícios, sobre temas genéricos como educação e desenvolvimento sustentável, não sobre Teologia. O próprio ebook avisa disso antes que alguém confunda um modelo didático com uma fonte real.

"Atenção: os nomes, anos, títulos e citações apresentados nesses modelos possuem finalidade exclusivamente didática. Na pesquisa real, devem ser substituídos pelos dados das fontes efetivamente consultadas."Ebook Unidade 3 · fichamento de citação

Vale o cuidado inverso também: um fichamento de citação preserva a redação original entre aspas, um fichamento de resumo reescreve com suas próprias palavras. Misturar os dois sem indicar qual é qual é o tipo de deslize que, meses depois, na hora de escrever a monografia, pode virar plágio acidental.

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Unidade 3 A estrutura textual da monografia

Introdução, desenvolvimento e conclusão

Uma dica prática que costuma surpreender quem está escrevendo pela primeira vez: escreva a introdução por último.

"Muitas pessoas acham difícil começar pela introdução, pois ainda não sabem exatamente o que vai ser escrito no restante do texto. O ideal é fazer um rascunho inicial, mas revisar e finalizar a introdução depois que todo o trabalho estiver pronto, assim, você garante que ela corresponde exatamente ao que foi desenvolvido."Ebook Unidade 3 · introdução, desenvolvimento e conclusão

Cada parágrafo do desenvolvimento segue a mesma lógica em miniatura: frase tópica que apresenta a ideia, desenvolvimento que a sustenta com dados ou argumentos, e fechamento que conecta ao parágrafo seguinte. A conclusão, por sua vez, não deve trazer informação nova, só fechar o raciocínio já construído e responder de vez à pergunta da introdução.

17
Unidade 4 Produção textual e argumentação acadêmica

Redação acadêmica e linguagem científica

A linguagem acadêmica se reconhece por oito marcas: clareza, objetividade, precisão, coerência, coesão, formalidade, fundamentação e impessoalidade. Essa última não significa esconder um posicionamento, significa argumentá-lo em vez de apenas declará-lo. O exemplo abaixo mostra a diferença entre uma afirmação de fé e uma frase academicamente sustentada sobre o mesmo conteúdo.

"Formulação insuficiente: A Bíblia ensina que o perdão é muito importante. Formulação acadêmica: Em Marcos 2.1-12, a declaração do perdão antecede a cura do paralítico e desencadeia uma controvérsia sobre a autoridade de Jesus, conferindo à narrativa significativa dimensão cristológica."Ebook Unidade 4 · redação da monografia teológica
18
Unidade 4 Da convicção à demonstração

Construção do argumento acadêmico

"Um argumento acadêmico pode ser compreendido como a articulação entre três elementos: afirmação, a ideia ou posição defendida pelo pesquisador; fundamentação, as evidências, fontes ou razões que sustentam a afirmação; e análise, a explicação da relação entre a afirmação e as evidências apresentadas."Ebook Unidade 4 · construção argumentativa

A tese do exemplo integrado, "Marcos apresenta o poder de perdoar pecados como manifestação da autoridade divina de Jesus", se sustenta em cinco argumentos: o perdão é declarado antes da cura, os escribas entendem a declaração como prerrogativa divina, Jesus conhece os questionamentos interiores deles, a cura confirma visivelmente sua autoridade, e a expressão "Filho do Homem" tem função central na narrativa.

19
Unidade 4 · continua

Coerência é a relação lógica entre as partes do texto, do argumento geral até o parágrafo isolado. Coesão é o conjunto de recursos linguísticos, conectivos, pronomes, retomadas, que amarram essas partes na superfície do texto. O contraste entre os dois exemplos abaixo, sobre o mesmo conteúdo de Marcos 2, mostra o que muda quando a coesão entra em cena.

"Sem coesão: O texto apresenta uma cura. Os escribas questionam Jesus. O perdão é um tema teológico. Jesus cura o paralítico. A autoridade aparece na narrativa. Com coesão: A narrativa apresenta inicialmente a declaração do perdão, que provoca o questionamento dos escribas. Em resposta, Jesus ordena que o paralítico se levante, utilizando a cura como demonstração de sua autoridade."Ebook Unidade 4 · coesão textual
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Unidade 4 Nem toda fonte serve de base

Análise crítica de fontes bibliográficas

Sete critérios avaliam uma fonte antes de ela entrar na monografia: autoria, credibilidade, atualidade, pertinência, fundamentação, metodologia e diversidade. Textos bíblicos, comentários, léxicos, artigos e dissertações formam a base recomendada.

"Blogs, vídeos, redes sociais, sermões e materiais sem autoria identificada podem contribuir para compreender opiniões contemporâneas, mas não devem constituir a principal fundamentação acadêmica."Ebook Unidade 4 · fontes adequadas à pesquisa teológica

Comparar autores também tem uma forma certa e uma errada. Listar "Silva afirma... Santos entende... Oliveira comenta..." é só justaposição. Relacionar essas posições entre si, mostrando onde convergem ou divergem, é análise de verdade.

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Unidade 4 Antes de entregar

Fundamentação teórica e revisão final

"Ela não deve ser formada por uma sequência de citações ou resumos isolados. É necessário relacionar as contribuições dos autores, comparar interpretações e demonstrar como cada fonte auxilia na construção da resposta ao problema investigado."Ebook Unidade 4 · fundamentação teórica

A revisão final passa por quatro níveis: conteúdo, estrutura, linguagem e formatação. Um cuidado que o material repete mais de uma vez ao longo do curso, e que vale gravar: toda obra citada no texto precisa aparecer nas referências, e toda referência listada precisa ter sido de fato citada. Referência que sobra sem uso no corpo do texto é sinal de revisão incompleta.

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Unidade 4 A reta final

Preparação e entrega da monografia final

A meta de extensão é de aproximadamente 30 páginas, organizadas mais uma vez nos três blocos já conhecidos: pré-textuais, textuais e pós-textuais.

Antes de entregar, a conferência acadêmica cobre nove pontos: entre eles, a ausência de indícios de plágio, a correspondência entre citações e referências, a formatação segundo o manual da instituição e a coerência entre introdução, desenvolvimento e conclusão. Só depois dessa checagem vem a revisão técnica final, focada em ortografia, pontuação e padronização visual do documento.

23
Unidade 4 · continua

Os procedimentos de entrega envolvem prazo, formato de arquivo (DOCX ou PDF), nomeação correta do arquivo e, quando a instituição exige, cópia impressa. Depois da entrega vem a apresentação perante a banca examinadora, o momento em que todo o percurso do projeto, do tema delimitado à hipótese defendida, precisa ser sustentado oralmente diante de quem vai avaliar.

"Conclui-se, portanto, que escrever uma monografia não significa apenas cumprir uma exigência curricular. Trata-se de um exercício de investigação, reflexão e comunicação do conhecimento."Ebook Unidade 4 · conclusão
24
Do tema à hipótese, em um só lugar

O estudo de caso completo: Marcos 2.1-12

O material usa o mesmo exemplo do início ao fim. Reunido aqui, ele funciona como modelo para o seu próprio projeto.

Tema delimitadoO perdão e a autoridade de Jesus em Marcos 2.1-12: uma análise exegético-teológica.
ProblemaComo a narrativa apresenta a relação entre o perdão dos pecados e a autoridade de Jesus?
Objetivo geralAnalisar essa relação entre perdão e autoridade na narrativa.
HipóteseO perdão dos pecados manifesta a autoridade divina de Jesus, confirmada visivelmente pela cura.

Cinco objetivos específicos, seis dimensões de justificativa e cinco argumentos de sustentação completam esse mesmo projeto, cada peça já detalhada nas seções anteriores deste resumão.

25
Uma armadilha comum, vista de perto

Como usar bem as suas próprias referências

Vale um alerta prático que nasce da leitura atenta do próprio material de apoio deste curso: listar uma bibliografia extensa no fim de um trabalho não substitui citar esses autores dentro do texto. Uma referência que aparece na lista final mas nunca é mencionada, parafraseada ou discutida no corpo do trabalho é o que se chama de referência órfã, e bancas examinadoras percebem isso rápido.

O antídoto é simples e já apareceu neste resumão: todo autor que sustenta uma afirmação sua deve aparecer citado onde essa afirmação é feita, no formato "Sobrenome (ano)", com a ideia dele claramente atribuída, não apenas guardada na lista de referências como enfeite de credibilidade.

26
Referência rápida

Glossário de termos

Delimitação do tema

Restrição do tema geral por critério temático, temporal, espacial, populacional, documental ou teórico.

Hipótese

Resposta provisória ao problema de pesquisa, sujeita a confirmação, reformulação ou rejeição.

Fichamento

Técnica sistemática de leitura, seleção, registro e organização das informações de uma fonte.

Plágio conceitual

Apropriação de ideias, teorias ou interpretações de outro autor sem dar a referência.

Coerência textual

Relação lógica e significativa entre todas as partes do texto, do geral ao parágrafo isolado.

Referência órfã

Obra listada nas referências finais mas nunca de fato citada dentro do corpo do trabalho.

27
Síntese

A matéria em uma frase

Um projeto de pesquisa nasce de um tema bem delimitado, vira pergunta, a pergunta vira objetivo, o objetivo pede justificativa e hipótese, e cada etapa só se sustenta se as fontes citadas forem, de fato, as fontes usadas.

U1 · O alicerceU2 · O projetoU3 · A leituraU4 · A entrega

Do tema amplo sobre o Evangelho de Marcos até a hipótese fechada sobre perdão e autoridade em Marcos 2.1-12, um só percurso, testado e replicável para qualquer tema teológico que você escolher para o seu próprio TCC.

Guarde este resumão como referência viva: toda vez que travar em uma etapa do seu projeto, volte ao exemplo de Marcos 2 e veja como cada peça se encaixa na seguinte.

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Projeto de Pesquisa

01Capa
02O fio condutor da matéria
03Unidade 1 · O que é ciência e conhecimento científico
05Unidade 1 · Tipos e métodos de pesquisa
06Unidade 1 · Estrutura do trabalho e regras da ABNT
07Unidade 1 · Ética na pesquisa e normas legais
08Unidade 2 · Escolha e delimitação do tema
10Unidade 2 · Formulação do problema de pesquisa
11Unidade 2 · Objetivo geral e objetivos específicos
12Unidade 2 · Justificativa e relevância da pesquisa
13Unidade 2 · Hipóteses e perguntas norteadoras
14Unidade 3 · Leitura científica
15Unidade 3 · Fichamento: conceito e tipos
16Unidade 3 · Fichamento de citação e de resumo
17Unidade 3 · Introdução, desenvolvimento e conclusão
18Unidade 4 · Redação acadêmica e linguagem científica
19Unidade 4 · Construção do argumento acadêmico
21Unidade 4 · Análise crítica de fontes bibliográficas
22Unidade 4 · Fundamentação teórica e revisão final
23Unidade 4 · Preparação e entrega da monografia final
25O estudo de caso completo: Marcos 2.1-12
26Como usar bem as suas próprias referências
27Glossário de termos
28Síntese final
Notas · Projeto de Pesquisa salvo ✕